quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Fisioterapia antes da cirurgia cardíaca

Fernanda Aranda

Uma pesquisadora da Unicamp acompanhou 35 pacientes que fizeram cirurgia cardíaca e encontrou uma fórmula simples de melhorar as chances da operação ser bem-sucedida: fisioterapia antes de enfrentar o bisturi.

“Todo procedimento de grande porte, em especial feito no coração, tem risco de complicações respiratórias posteriores, como infecção pulmonar e pneumonias”, afirma a autora do estudo, Ana Beatriz Sasseron.

“Nossa proposta era verificar se a fisioterapia respiratória prévia poderia ajudar no quadro clínico dos pacientes, porque hoje o que existe nos hospitais é a realização dos exercícios só após a operação.”

Sasseron então propôs às pessoas que já tinham marcado cirurgias eletivas no coração a realização de no mínino três e no máximo 10 sessões de fisioterapia como estratégia preventiva de efeitos colaterais. Em todos os casos, os pacientes não tiveram complicações pós-cirúgica e nem quadros pulmonares problemáticos mesmo com cirurgias de grande porte.

“Mesmo que sejam poucas sessões, é importante que se faça, pois os exercícios ajudam a fortalecer os músculos pulmonares e preparam o corpo para operação. Comparamos os resultados com a literatura médica e os nossos pacientes tiveram até melhora na qualidade de vida, com mais disposição para a recuperação”, diz a fisioterapeuta.

O trabalho na Unicamp só foi feito com pacientes adultos, mas uma pesquisa realizada em 2008 e publicada na Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular comprovou que a técnica também beneficia pacientes infantis.

Foram avaliadas 135 crianças entre zero e 6 anos, submetidas a procedimentos cirúrgicos no coração. Setenta e uma fizeram sessões de fisioterapia antes e depois da cirurgia e o outro grupo só após a operação. Na primeira turma, 25% apresentaram algum tipo de complicação pulmonar, parcela ampliada para 43,3% na outra turma, sendo a pneumonia a mais recorrente.

Custos e reduções

A aposta dos pesquisadores que participaram dos estudos com a fisioterapia respiratória é que a técnica pode reduzir o tempo de internação dos pacientes e aliviar custos. Os problemas cardíacos estão entre os que mais exigem procedimentos cirúrgicos e também os que mais causam mortes e debilitações nos brasileiros, já mostraram os dados nacionais.

Apenas durante o ano passado, os hospitais brasileiros realizaram 11.109.834 procedimentos cirúrgicos cardíacos, em custos que superam os R$ 10,1 milhões, segundo levantamento feito pelo Delas no portal do Ministério da Saúde.

Diminuir custos, mesmo com a incorporação de novas tecnologias e procedimentos, é o desafio de gestores de saúde de vários locais do mundo. Neste contexto, as cirurgias cardíacas estão entre as prioridades, afirmou o especialista em economia e saúde, Ashoke Bhattacharjya, que trabalha no Comitê da Divisão de Saúde Científica de Washington, Estados Unidos.

Ele diz que todos os administradores de saúde deveriam colocar na ponta do lápis os custos para a adoção de novos procedimentos e comparar com os ganhos nos pacientes.

“Fizemos um estudo com os casos de pacientes cardíacos dos Estados Unidos e identificamos que para cada dólar investido, tínhamos um retorno futuro de US$ 2,40”, diz

Exercícios acompanhados

Sem a necessidade de equipamentos especiais, a fisioterapia respiratória é um procedimento de baixo custo e que resultaria em economia com a redução de tempo de internação dos pacientes, acredita a fisioterapeuta da Unicamp Ana Beatriz Sasseron.

“Ainda que o hospital não ofereça, é interessante o paciente se informar sobre a possibilidade de fazer as sessões prévias. A presença de um profissional especializado é fundamental, até para avaliar as condições de cada paciente”, completa.

Fonte: iG São Paulo

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Coluna de Grávida

Se 80% da população do mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), tem, teve ou terá pelo menos alguma situação de dor nas costas durante a vida, por causa dos maus hábitos, boa parte das gestantes está incluída nesta estatística. "A maioria das grávidas sente dor lombar. Esta é uma das reclamações mais comuns da gestação", confirma o fisioterapeuta Felipe Semman Nicodemos, da American Spinal Care (ASC), clínica especializada na reabilitação de problemas crônicos na coluna por meio de tratamentos não invasivos.

De acordo com o livro Cure sua Coluna (Ed. Best Seller), do reumatologista e fisiatra Arnaldo Libman, cerca de 50% das futuras mamães sentem dores na coluna. E as razões, além das que acometem o grosso da população (sedentarismo e a sobrecarga nesta região do corpo por maus hábitos diários), estão diretamente relacionadas ao novo ser que está sendo gerado. A principal delas é o aumento natural do volume da barriga da mulher, que altera o centro de gravidade do corpo. Para manter o equilíbrio com as novas medidas abdominais que a empurram para a frente, ela acaba jogando os ombros para trás, ficando com aquele andar de "pato" característico.

A carga extra na barriga da gestante puxa os principais pilares da coluna, as vértebras, para a frente, aumentando a lordose (curva normal da espinha). "A reação do organismo para compensar é tentar puxar as vértebras para trás, por meio dos músculos dessa região, o que gera tensão e sobrecarga muscular", explica o fisioterapeuta Semman, listando mais uma causa de dores nas costas durante a gravidez.

As alterações hormonais também influenciam nas lombalgias das grávidas. A presença do hormônio relaxina, que aumenta em até dez vezes durante a gestação, atua nas articulações, relaxando ligamentos e tendões das estruturas ósseas da pelve e da coluna vertebral, para facilitar que a bacia se abra no momento do parto. Com os ligamentos frouxos, há uma sobrecarga na coluna e membros inferiores, ocasionando as tão incômodas dores.

Grupo de risco. Mulheres que engravidam estando acima do peso e as que já têm histórico de problemas nas costas fazem parte do grupo que corre maior risco de sofrer dores durante os meses de formação do bebê. "Boa parte das mulheres com dor na coluna durante a gestação já sentia algo antes", informa o ortopedista da Clínica Lage, Juliano Lhamby, especialista em cirurgia da coluna. Porém, são as sedentárias as mais propensas a enfrentar incômodos nas costas por causa da falta de fortalecimento dos músculos.

Foi o que aconteceu com a infectologista Emy Akiyama Gouveia, de 34 anos, na gestação da pequena Mei, hoje com 4 meses. Com uma rotina intensa de trabalho - muito tempo de pé em enfermarias e dirigindo horas entre sua casa na capital paulista e o hospital no ABC - e sem disposição para se exercitar, a médica padecia há tempos com incômodos no pescoço. "No terceiro mês, a barriga nem tinha aparecido direito e já sentia dores na lombar e na cervical", conta Emy, que fez hidroterapia (fisioterapia dentro d’água) durante toda a gravidez. "O alívio foi extraordinário, essencial para que eu conseguisse trabalhar os nove meses."

O mais indicado é que a mulher procure se condicionar antes da gravidez, com exercícios físicos regulares, supervisionados por profissionais habilitados. Os grupos musculares que mais protegem a coluna são os abdominais: se forem fortalecidos e estiverem resistentes, aliviam a sobrecarga da região lombar. Os músculos das costas e da parte posterior das coxas também devem ser trabalhados. "A grávida tem de fazer atividade física como qualquer pessoa que queira se manter saudável", orienta o ortopedista Lhamby, destacando que é necessário que haja a liberação do ginecologista e a indicação de exercícios adequados à idade e necessidades da paciente.

Atividades na água, como hidroginástica e natação, são muito indicadas para as gestantes, já que, na piscina, o peso de uma pessoa se reduz em aproximadamente 10%. Se a água estiver morna, há ainda o benefício do relaxamento muscular. Ioga, RPG, caminhadas, alongamentos e pilates também são muito indicados. "O pilates é uma técnica com alto índice de segurança, trabalha a flexibilidade, o controle respiratório e postural, o que é muito importante para as gestantes, devido ao aumento da lordose", opina o fisioterapeuta Semman.

Nos casos de dores severas - quando estão presentes várias vezes ao dia, impedem de subir escadas, afetam o nervo ciático, são sentidas ao tossir ou espirrar, ou limitam períodos pequenos de pé ou sentada e caminhadas curtas - só um especialista poderá avaliar o quadro e indicar o tratamento. "Se a paciente tem hérnia de disco, por exemplo, muitas vezes temos de mantê-la meses em repouso, deitada", explica o ortopedista Lhamby. Nessas situações, a falta de atividade promove grande perda muscular, o que eleva a probabilidade de novas dores.

Pós-parto. Posturas erradas ao amamentar, carregar o bebê, tirá-lo do berço, trocar fralda, dar banho, aliadas a pouco repouso e falta de exercícios físicos, também levam a nova mamãe sem dores na gestação a senti-las após o nascimento da criança. Quando a filha Olívia fez 5 meses, o incômodo na lombar apareceu e começou a perturbar a rotina da advogada Juliana Mollet, de 35 anos. Um mês depois, ela já não conseguia segurar a menina por muito tempo e tinha dificuldades para dar banho e amamentar. "Sou alta e tudo para bebê é muito baixo", reclama Juliana.

Nem os anti-inflamatórios e as sessões de musculação indicados pelo ortopedista resolveram. "Sentia muita dor na musculação", conta ela, que já mancava e sofria de dores crônicas. A agonia só acabou com a hidroterapia, realizada com descrença por Juliana, que considerava, erroneamente, a atividade destinada a idosos ou portadores de paralisias. Com receio das dores na gestação do seu filho Benjamin, ela alternou a hidroterapia com aulas de pilates, obtendo excelentes resultados.

CUIDE-SE SEMPRE

Tente não permanecer de pé por muito tempo, mas, se for necessário, procure alternar o peso do corpo nos dois pés, colocando sempre um deles em um plano um pouco mais alto, como algum degrau ou caixa.

E não se esqueça de manter a coluna ereta.

Ficar sentada por longos períodos não é bom. Levante a cada hora para dar uma volta.

Ao sentar-se, as costas precisam estar bem apoiadas no assento e o solado dos pés, em contato com o chão.

Para usuárias de computador: o mouse precisa ficar na altura dos cotovelos dobrados.

Quando estiver muito cansada, eleve as pernas com o auxílio de uma cadeira ou almofada. Isso facilita a circulação sanguínea, um cuidado importante na gestação, já que nesta fase há uma elevação do volume de sangue de 40% a 50%.

Use sapatos de salto baixo e com bom suporte para todo o pé. Saltos altos favorecem a lordose, que, nas grávidas, já está aumentada pelo peso da barriga.

Evite pegar peso. E se tiver de se abaixar para apanhar algo, não dobre a coluna. Flexionar os joelhos é o mais indicado.

Não carregue bolsas muito pesadas. E procure alternar os ombros de sustentação, para não forçar apenas um lado.

Elimine o cigarro totalmente, pois, além do prejuízo à circulação sanguínea, o tabagismo desidrata os discos que ficam entre as vértebras, aumentando as possibilidades de hérnias de disco e de muitas dores.

Durma e repouse bastante, pois isso beneficia os discos intervertebrais. A posição do corpo durante o dia (de pé ou sentado) pressiona o disco e faz com que a água do seu interior migre para as vértebras. Na posição de sono, a pressão diminui e a água retorna para o corpo, promovendo sua recuperação.

Fonte: Estadao.com.br

Uso incorreto da munhequeira pode agravar tendinites e outras lesões!

Um trabalho realizado por pesquisadores da Unicamp e da Universidade Federal de São Carlos aponta uso inadequado de aparelhos de imobilização de punho. As talas ou munhequeiras são indicadas no tratamento de lesões em decorrência do uso do computador, mas ao invés de ajudar, podem até prejudicar a recuperação de músculos e tendões lesionados.

Incansáveis sessões de fisioterapia para vencer as dores da tendinite. É assim a rotina de Angélica Lopes Jorge, ex-digitadora que teve problemas com o esforço repetitivo. Para aliviar a dor, ela usou uma ortese como essa.

“Eu usei a tala uns 3 meses, mas não deu resultado. Pelo contrário, começou a piorar”, diz Angélica.

As orteses, popularmente conhecidas como talas ou munhequeiras, imobilizam a região do corpo para o descanso de músculos, tendões e articulações. São indicadas durante o tratamento de tendinites, LER - a Lesão por Movimentos Repetitivos - artroses e outras doenças. Mas segundo o ortopedista Edward Cesar Menutti o problema é que muita gente usa sem indicação médica.

“Às vezes o paciente não colabora. Quando chega o paciente já com a tala você precisa analisar o tempo e a forma como ele usou, se a tala foi adequada ou não. Então às vezes você tem que corrigir isso para depois fazer o tratamento”, explica o ortopedista.

Um estudo feito em parceria entre duas universidades mostra que o uso inadequado das órteses pode não trazer os benefícios esperados. E pior: em alguns casos a inflamação de músculos e tendões pode até se agravar.

No laboratório os pesquisadores colocaram eletrodos no corpo dos voluntários para monitorar os movimentos. Quando a tala não tinha a indicação correta ocorria uma sobrecarga no local da inflamação e em outras partes do corpo. Isso pode provocar traumas, muito pequeninos, e a dor, faz com que a pessoa contraía mais o músculo.

“O bloqueio de dois materiais rígidos como a tala e o mouse dificulta a percepção que ela tem, do que ela vai ter que prender. Então ela usa mais a musculatura para tentar sentir melhor esse objeto”, diz Iracema Ferrigno, da UFSCar.

Existem órteses feitas sob medida, só para o punho, dedo, ou também para o antebraço. Para saber qual é a certa só o diagnóstico médico vai dizer. E para evitar tendinites e doenças por esforço repetitivo, que são a segunda maior causa de afastamento no trabalho segundo o INSS, valem algumas dicas: postura correta e pausas de pelo menos 15 minutos para quem passa o dia ao computador, por exemplo.

”Não é possível você ficar fazendo o mesmo movimento por muito tempo sem descansar. O ideal é para após uma hora e meia no máximo, dar uma levantada, se espreguiçar. Faça uns alongamentos, de forma que você faça uma nutrição nas articulações um relaxamento muscular”, ensina a pesquisadora Iracema Ferrigno.

FONTE: G1

Médicos abusam de antibióticos em doenças respiratórias, diz estudo!


Um levantamento com pacientes com doenças respiratórias de dois hospitais no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, mostra que médicos podem estar abusando do uso de antibióticos. O estudo, a ser publicado na edição de novembro da revista médica Infection Control and Hospital Epidemiology.Muitas infecções causadas por vírus foram tratadas por profissionais da região com os medicamentos, eficientes apenas no tratamento de doenças originadas por bactérias. A prática preocupou os pesquisadores pois o abuso de antibióticos é uma das principais causas apontadas por especialistas para ao aumento da resistência de bactérias aos remédios.

O fenômeno, conhecido como pressão antibiótica ou seletiva, faz com que os organismos unicelulares deixem de ser destruídos até mesmo por "armas" fortes como as carbapenemas.

"Os dados colhidos mostram pelo menos uma área na qual antibióticos são empregados em pacientes hospitalizados sem motivo aparente", afirma explicam os autores do estudo, todos da Escola de Medicina da Universidade de Pensilvânia. "O reconhecimento dessa falha pode servir para limitar o uso inadequado dos remédios no futuro."

Nos últimos anos, novos testes para diagnósticos buscam diferenciar infecções causadas por vírus das provocadas por bactérias. Mas, de acordo com a equipe liderada por Kevin Shiley, os exames não andam surtindo o efeito esperado, ou seja, a redução do uso de antibióticos e o fortalecimento posterior das bactérias.

Pacientes com a bactéria Clostridium difficile, responsável por causar diarreia, tiveram o quadro clínico piorado com o uso prolongado de antibióticos. Para os pesquisadores, não houve benefício com a aplicação dos medicamentos.

Fonte: G1

O que esperar de uma consulta fisioterápica?

A idéia de procurar os serviços de um fisioterapeuta pode parecer confusa, pois muitas pessoas acham que a fisioterapia trata apenas fraturas, pós-operatório e lesões ortopédicas. Na verdade o tipo de fisioterapia que você irá receber depende da sua queixa principal, do diagnóstico e do procedimento preferido do fisioterapeuta. As modalidades da fisioterapia são várias: fisioterapia traumato-ortopédica ou reumatológica, neurológica, cardiorrespiratória, uroginecológica e obstétrica, preventiva, além das especialidades e técnicas próprias, como a Acupuntura, Quiropraxia, RPG, Osteopatia, etc. Você não precisa de encaminhamento médico para iniciar um tratamento com um fisioterapeuta, a não ser que o seu plano de saúde exija. As consultas são normalmente agendadas com antecedência, e alguns profissionais oferecem uma primeira visita grátis, onde serão discutidas as possíveis condutas, freqüência, duração, horários e preços dos atendimentos. O tratamento fisioterápico é bastante criterioso e necessita de avaliação para traçar objetivos e estratégias de acordo com a sua história clínica e exame físico, além de reavaliações freqüentes, visando atualização e progressão do programa inicial para atingir o potencial de recuperação esperado. Na primeira visita, esteja preparado para responder inúmeras perguntas sobre a história e sintomatologia da sua doença ou lesão, e comunique detalhadamente qualquer aspecto que possa ter sido esquecido, isso irá garantir o melhor tratamento e maior probabilidade de melhora dos sintomas. Pode ser necessário também apresentar exames (raio-x, ressonância magnética, eletrocardiograma, etc.). Como a fisioterapia envolve exercícios, testes e manipulações articulares, é recomendável que você esteja usando roupas leves e confortáveis e que não dificultem a visualização de qualquer parte do corpo, caso seja necessário.

O objetivo principal do tratamento é restabelecer a funcionalidade e prevenir a recorrência da doença ou lesão. O plano de tratamento pode incluir recursos eletrotermoterápicos (ultra-som, laser, TENS, gelo, calor), exercícios (cinesioterapia), terapia manual (manipulações, massoterapia), orientações e mudanças nos hábitos de vida. Se você não se sentir confortável com algum procedimento, pergunte ao seu fisioterapeuta por outras opções. Siga corretamente o plano de tratamento e as recomendações. Dependendo da sua doença ou lesão, o acompanhamento pode ter duração de semanas ou meses, com freqüência de 1 a 3 vezes por semana. Existe grande chance de você terminar uma sessão de fisioterapia com dores musculares. Isso é normal devido aos exercícios de fortalecimento de músculos enfraquecidos. Procure saber com seu fisioterapeuta sobre as formas de aliviar essas dores. A melhor coisa a se fazer frente a uma doença ou lesão, é procurar tratamento precoce, dessa forma, os resultados serão mais rápidos e eficazes, e isso é bom para você e para seu fisioterapeuta. Procure um fisioterapeuta, você vai se surpreender com os benefícios da fisioterapia!

Fonte: Blog do Dr. Julio Cotta

terça-feira, 19 de outubro de 2010

HONORÁRIOS DO ATENDIMENTO DE UM FISIOTERAPEUTA EM DOMICILIO

O fisioterapeuta tem direito a cobrar por serviços prestados, isso lhe é garantido pelo COFFITO 10, sendo a justa remuneração complemento da autonomia e dignidade do profissional.

O fisioterapeuta tem como recurso o Referencial Nacional de Honorários Fisioterapêuticos (RNHF), neste você pode encontrar parâmetros de cobrança que engloba os vários tipos de doenças e o grau de complexidade que se encontra a doença, pois devido a isto os valores poderão ser diferentes já que em graus mais complexos você terá que dispor maior dedicação técnico-cientifica e tempo para cuidar do paciente.

Em geral o custo da avaliação (primeira consulta) fica em torno de R$ 30,00. "A avaliação tem o objetivo de construir o diagnóstico e o prognóstico cinético funcional, analisar a qualidade do movimento, sua amplitude, precisão, os graus de repercussão funcionais e sistêmicos e as estruturas anatômicas envolvidas com fins de possibilitar ao profissional, com segurança, responsabilidade e resolutividade, estabelecer os procedimentos fisioterapêuticos indicados e, etapas terapêuticas à serem superadas pelo paciente, de acordo com a demanda de saúde funcional apresentada e ainda, identificar a necessidade ou não da indicação de ações fisioterapêuticas em cada caso apresentado". (RNHF – capitulo I).

O atendimento domiciliar será cobrado levando em conta a distância, a hora, urgência, o transporte utilizado e outros. Em geral podemos ter como base o referencial nacional de honorários fisioterapêuticos no capitulo XI, código 71.10.000-9.

Código Descrição Valor(R$)
71.11.000-9 Assistência Fisioterapêutica Domiciliar 60,00

Um atendimento domiciliar que é comumente requisitado seria o de assistência fisioterapêutica no pós-cirúrgico e em recuperação de tecidos, podemos localizá-lo no referencial nacional de honorários fisioterapêuticos no capitulo X, código 71.10.000-8 que compreende quatro níveis de complexidade.

Código Descrição Valor(R$)
71.10.001-0 Nível de Complexidade I - Paciente em pré-operatório, de baixo risco cirúrgico, requerendo assistência fisioterapêutica para repotencialização muscular e ventilatória, preventiva e/ou contributiva à boa recuperação cinética-funcional e/ou clínica no pós-operatório 12,50
71.10.002-2 Nível de Complexidade II - Paciente em pré-operatório, de médio risco cirúrgico, requerendo assistência fisioterapêutica para repotencialização muscular e ventilatória, preventiva e/ou contributiva à boa recuperação cinética-funcional no pós-operatório 17,00
71.10.003-4 Nível de Complexidade III - Paciente em pós-operatório cirúrgico, associado a quadro de instabilidade hemodinâmica, hidroeletrólica ou metabólica, requerendo assistência fisioterapêutica, decorrida uma semana 22,50
71.10.004-6 Nível de Complexidade IV - Descrição: Paciente em pós-cirurgia imediata, requerendo assistência fisioterapêutica preventiva e/ou terapêutica a distúrbios ventilatórios, aderências e retrações teciduais, aos bloqueios articulares e/ou incapacitações da cinesia funcional decorrentes de longa permanência no leito 30,0

Podemos utilizar os parâmetros citados acima para elaborarmos o valor que será cobrado ao paciente, lembrando sempre que não devemos deter apenas a estes parâmetros, mas também a questões socioeconômicas do paciente.


Fonte: FisioNotícias

ACUPUNTURA TEM EFICÁCIA COMPROVADA NO TRATAMENTO DOS DESCONFORTOS DA TENSÃO PRÉ-MUSTRUAL (TPM)

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjETZDKkc7wS62YM_vsKi1vWVk4utScB8F1z7Evwbu-WjFilWvPF9PKzFSP8qdWFPiixYn6fcFOEFlmKqLSITY3gQr7TEiPb3SUyB8301INKa_nNKiLpXjM_WykrMeToIYRhiTqyinFOGA/s1600/acupuntura_f3.jpg


Segundo o fisioterapeuta acupunturista do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), Wilen Heil, a acupuntura promove o equilíbrio energético do corpo e ajuda a melhorar os sintomas indesejáveis da TPM. “O tratamento consiste na aplicação de agulhas em pontos estratégicos do corpo capazes de despertar recursos de harmonização psicofísicos. Outras técnicas também são utilizadas, como, estímulos luminosos (Cromopuntura e Laserterapia), sonoros (Audiopuntura), imãs (magnetoterapia), estímulo com esferas de ouro ou prata, eletroestimulação e sementes ou partes de plantas (fitopuntura) colocadas nesses pontos”, afirma Wilen.

Em média, o tratamento é feito uma vez por semana, com sessões de 15 a 20 minutos. Wilen alerta que o ideal é que o profissional busque sanar a causa do problema e não somente os sintomas ou as conseqüências. O número de sessões dependerá de diversos fatores, dentre eles a resposta da paciente ao tratamento.

Após o tratamento a paciente é aconselhada a manter hábitos e estilo de vida saudáveis, além de poder continuar o acompanhamento com uso de fitoterápicos, homeopatia e terapias manuais como shiatsu, tui-na e massagem ayurvédica, indicados pelo fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional.

As causas dos distúrbios da tensão pré-menstrual (TPM) ainda são desconhecidas, apesar de existirem várias teorias sobre o assunto. A maioria dos especialistas defende que os sintomas estão relacionados às alterações bioquímicas dos hormônios sexuais, aos hábitos alimentares e ao estresse.

Os principais sintomas são dor pélvica, irritabilidade, insônia, depressão, agressividade, cefaléia, insônia, crises de choro, dores e inchaços no corpo, ansiedade, compulsão alimentar – principalmente por doces e chocolates – e distúrbios no sistema nervoso central.
Os fatores emocionais que levam ao estresse, excesso de trabalho e ao consumo em grande quantidade de alimentos gordurosos ou laticínios contribuem para a estagnação na circulação energética, desencadeando a TPM.

Eficácia comprovada

A partir de 1970, tiveram início diversos estudos científicos no sentido de comprovar a eficácia da acupuntura. Em 1979, a Organização Mundial de Saúde (OMS) editou uma lista com 41 doenças que apresentaram excelentes resultados com o tratamento de acupuntura. Após vinte e cinco anos de pesquisas em renomadas instituições do mundo, a OMS publicou o documento “Acupuncture: Review and analysis of reports on controlled clinical trials”, no qual expõe os resultados desta pesquisa. Com essa publicação ficou comprovado que a acupuntura proporcionou, em 92% dos casos, o alívio completo dos sintomas da TPM, sem recorrência por seis meses, além de diminuir as dores menstruais em 91% dos casos.

Fonte: Coffito